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Lua Rosa Burra
luuuuuuzzzzzz..... luuuuuzzzzzz..... luz
Sem querer o vento soprou um nome que estava guardado com carinho onde ninguém poderia achar. Só mesmo o vento para me trazer esses nomes de além vontade. Danado! Ainda bem que os furações neste ano só são de mulheres desesperadas e loucas, e o vento menino, passa sem fazer maiores estragos...
Escrito por Drika Escher às 23h40
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Abdução da Família Bigode
Alguém acredita aqui em abdução? Como pode um dia ser de um jeito e no outro algo completamente diferente? Acho que pode ser real, ou que seja sonho parte da vida que supomos vivenciar. Ontem, fui com o Tiago beber umas brejas no Bar do Bigode, e pronto! Já não era mais o Bar do Bigode! Olhei para as paredes laranjas que antes não eram assim, depois corri meu olhar até a senhora do balcão que, apesar de gordinha, não era a Tia fofa qu me chamava de guria, acelerei ainda mais meu olhos para cima do mocinho que a ajuda e NÃO! Cadê o meu bonitinho? Cadê o Fabrízio? Droga! E, nunca consegui chamá-lo para um espetáculo, um sorvete, uma conversa de terças e terceiras intenções... Fora que o preço da cerveja aumentou e não aceita cartão ou ticket! Droga! Fiquei instantes parada, que devem ter durado mais do que eu senti, o Tiago ria de mim, os carros passavam, outras pessoas tomavam cerveja cara e sem estilo... Bar do Bigode era o local. O Local. Foram tantas bebedeiras, reuniões, reencontros, comemorações, desabafos, enrrascadas, paqueras com o mocinho... De algum modo sinto como se uma janela de minha casa fosse retirada da parede, ou pior, que um cômodo aconchegante virasse estacionamento. Só pode ter sido ETs. Rapitaram a família Bigode daqui e colocaram "unszinhos" ali pensando que não íamos sentir falta. Eu sinto. Saudades.
"Como muitas pessoas, eu não tenho religião, e estou apenas sentado num barquinho que navega conforme a maré. Vivo nas dúvidas do meu dever.... Penso que há uma dignidade nisso tudo, apenas em continuar trabalhando.... Hoje estamos nus, sem defesa, e mais sozinhos do que em qualquer época na história. Estamos esperando por algo, talvez outro milagre, talvez os Marcianos. Quem sabe?"
F.Fellini
Escrito por Drika Escher às 23h30
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Achados de Rosa babona
Hoje de manhã quando eu estava cabulando uma aula de redação (sim, eu geralmente faço isso, perceba pelos erros de português) eu me deparei com um cachorro vira-lata em frente a um Pet shop, bando de vontade. Em frente a um Pet shop! Você pode acreditar!? No tempo em que as coisa estavam em seu lugar, se é que um dia estavam, os cachorros babavam em frente a suculentos, lentos frangos assados em padarias de esquina. Babavam pela fome, pelo desejo de saciar o som de seus estômagos. Agora me vejo diante a um cão desejando Pet shop! Será que ela sabe o que é consumo, mercado!? Óbvio que não, mas então o que faz o bicho ali, estátuado na vitrine a manhã toda- sim, porque quando sai do cursinho ele ainda se encontrava na mesma posição. Pensei que poderia ter sido uma cadelinha, mas não era, ou um vício maluco por ração, -o que não me faz tanto sentido, sendo que os restos achados em lixos serem mais interessantes que o gosto de isopor de rações caninas (eu nunca provei ração, mas deve ser o gosto de isopor). Às vezes creio que eu já vivi toda essa patacoada antes, e para relembrar cada minuto eu reescrevo, sendo o léxico ora chulo ora lúdico. Como quem não decidiu ir pela esquerda e direita e faz zig-zag. Gostaria de ser uma borboleta, porque numa lenda indígena elas ligavam o céu e a terra, levando as lamas até a paz. Gostaria de chegar lá e dizer oi a Guimarães, a Joyce e outros bruxos... Gostaria de pixar o céu com palavras impronunciáveis e confundir os letrários. A "dúvida": Palavra mágica de se conjugar infinito. Quando eu não sei do cachorro, me sinto feliz por incompreender, ser merda diante dele, não conseguir chegar em uma verdade, mas em várias. Imaginar tem mais sentido do que muitas coisas. Bem mais sentido do que ler esse escrito tosco e mal resolvido, afinal, quero falar de cães vira-latas ou o infito dos literários? Não sei e aí que morra o mistério. Quando escrevo, roubo pedaços de infinito e desnecessariamente eles precisam ser organizados. São o que quero, e hoje o dia é de confusão de sentidos. De cães e Guimarães e todos ães que eu puder juntar. Neste momento você deve pensar que sou louca, ou uma charlatã, mas as vezes até eu, creio ser um canto mal contado por mim mesma. Salve Rosa, Salvem vira-latas!
Escrito por Drika Escher às 23h59
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Aceito massagens, chá de maçã com canela, florais de Bach, canções de ninar ou qualquer outro relaxante...
AS Coisas
As coisas têm peso, massa,volume, tamanho, tempo, forma, cor, posição, textura, duração, densidade, cheiro, valor, consistência, profundidade, contorno, temperatura, função, aprência, preço, destino, idade, sentido. As coisas não têm paz.
Arnaldo Antunes
Eu queria um dia com 30hs... Estou tão cansada que minha cabeça pende como charuto em boca de curandeiro, queimando, soltando fumaça... Vestibulanda não tem vida, sobrevive do jeito que pode, assim, feito traça, roendo livros que desconhece conteúdo.
"CONVIDO A TODOS A PARTICIPAREM DA QUEIMA DE LIVROS ACADÊMICOS BABACAS!" DATA PREVISTA PARA COMEÇO DE FEVEREIRO. TRAGA UM FÓSFORO E UMA BEBIDA!
Escrito por Drika Escher às 23h43
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O sol tapado mais uma vez com a peneira...
O que é um referendo? É uma consulta que não muda resultado nenhum e que o governo desembolsa mais de R$300 milhões para realizar. Agora me digam, se nossa resposta não vale veto ou aprovação, de quê vale!? Se é para apenas respondermos uma pergunta para conhecimento do estado sobre o que pensamos, por que não perguntam coisas mais úties como:
- O presidente Lula sabia? ( )sim ( ) Não
- Você acretida que o sistema penitenciário brasileiro serve para reinclusão social? ( )sim ( ) Não
- Você acha que a rede pública de ensino está cumprindo seu papel na formação dos jovens? ( )sim ( ) Não
Engraçado como isso eles não perguntam. Pilantragem!
Como é obrigatório, e tereir de votar, escolho NÃO. O que adiantará a proibição do comércio legal de armas se existem várias clausulas que a permitem!? Não acredito que a violência irá mudar, e acidentes caseiros ocorrem mais pela falta de orientação, conseqüência da educação falha da população e incentivo da mídia (é, essa mesma que agora apela para a população votar SIM) do que pelo porte da arma legal. E outra, acredito em movimentos rurais e de certas minorias que lutam pelo direito a terra, a elas o Estado não protege, e sua defesa é através da luta armada contra os capangas de latifundiários poderosos. Se for proibido, eles vão deixar de ser Sem-terras e poredão virar presidiários.
Não sou a favor da violância, só não acredito que um referendo faça a diferença.
Escrito por Drika Escher às 18h27
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A incrível vida do lado de lá da cerca que separa o jardim da rua
Seu Bartolomeu mal pode dormir as noites passadas. Culpa. Não devia ter feito, não devia. Mas fez. Ele, pessoa tão digna, respeitável armara uma cilada para seu pesar de cidadão incorruptível. Roubou o seu vizinho da frente, em plena luz do dia. Está bem que a rua se encontrava vazia, mas Seu Bartolomeu tinha a memória boa por demais para fingir que nada havia acontecido. Roubou. Ah, se não fosse o amor... Nada daquilo teria acontecido, sua vida seria plana como folha em branco de caderno perdido. Agora vivia de olhos queimados, mais que taturana, revirando na cama de solteiro. Quem sabe o sono não está entre a fronha?! Não, este decidiu não aparecer nessas noites culposas. Se houvesse meio de devolver, remediar o irremediável. Relembrou uma vez quando seu pai batera-lhe de bambu por ter mentido sobre ter um cavalo falante e voador para seus amigos. Não soube ao certo o porquê da lembrança, mas suspeitamos que depois daquilo ele não se deixou imaginar muito além do que precisava. Era correto de pensamento, daqueles que não andam em curva, só na linha, Y= x+1... Agora ladrão. Quem diria. Pensou no que a vizinhança diria quando descobrisse, talvez que fosse um louco, porque nessa idade (não entrarei em detalhes, mas posso dizer que no último cinema pagou meia entrada sem ao menos mostrar carteirinha) tal atitude só poderia ser desvario, juízo avariado... Ele concordava, assinava em baixo, e de vez em quando quase acreditava que ele mesmo era o autor das malidicências das quais era objeto definido. Tinha medo é da prisão, como tinha. Ele que sempre usufruiu total liberdade temia a coleira, o cativeiro. Cuidava de si e era o bastante, agora pior, descuido de si. Ladrão. Ladrão. Não se perdoava. Roubar o amor-perfeito da vizinha lhe tirava o sossego e enchia-lhe de dúvidas de não sei da onde e não sei porquê... O amor tem dessas coisas...
Escrito por Drika Escher às 00h38
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Show da Ceumar...
Ana, pra você a aprender a nova música da Ceumar. Vai dizer, ela é linda demais! beijos
ACHOU - - (Dante Ozetti / Luiz Tatit)
. Investir...é cultivar o amor . Se despir...é ativar . Resistir...é atuar o amor . Insistir...é saturar . . Aderir...é estar com seu amor . Adorar...é superstar . . Aplaudir até sentindo dor . É amar! . . Quem puder viver um grande amor . Verá!
. Consentir...é educar o amor . Seduzir...é cutucar . Amarei!...É conjugar o amor . Não amei!...É enxugar . . Avançar...é conquistar o amor . Amansar...é como está . . Como estou com muito amor pra dar . Eu dou! . . Quem estiver atrás de um grande amor . Achou!
Escrito por Drika Escher às 23h44
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Caindo do Céu...
Foi hoje o último dia de trabalho nos CEUS... Ainda nem terminei de pensar sobre o assunto e já sinto saudades. Como é possível que sejamos um pedacinho de cada ser que conhecemos!? Isso é mágica pura, milagres. Gente milagrosa, obrigada pela vida e epla força que nunca pára: Rosa da China. Casa Blanca. Paz. Vila Atlântica. Meninos. São Rafael. Pera Marmelo. Cidade Dutra. Campo Limpo. Inácio Monteiro. Perus. São Carlos.
Escrito por Drika Escher às 23h40
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ANÚNCIO:
Vendo coração seminovo de batimento regular, rádio toca fitas e pára-brisas para olhos chuvosos. Possui alguns buracos, porém tem é modelo de série única, resistente e espaço interno amplo onde sempre cabe mais um. Desconto especial para amantes de pequenos prazeres e chocolate quente em noites de inverno. Tratar com a proprietária pessoalmente.
Escrito por Drika Escher às 02h31
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FORA DE CENA - Folha de SP
Poupatempo vai desalojar artistas do Tendal da Lapa DANIELA TÓFOLI
O Tendal da Lapa -espaço destinado a ensaios e apresentações gratuitas de grupos de teatro, música e circo há 16 anos- será fechado. No local, a prefeitura e o Estado vão instalar uma unidade do Poupatempo, ainda sem previsão para começar a funcionar. Inconformados, cerca de 30 artistas fizeram ontem, no início da tarde, um manifesto-espetáculo em frente ao terminal de ônibus da Lapa. "A cidade não pode perder mais um espaço cultural. Estão querendo acabar com o nosso trabalho", afirmou a estudante e atriz Adriane Oliveira, 19. (eu) Ela afirma que hoje há mais de dez grupos ensaiando no galpão que fica na rua Constança, 72, e que todas as apresentações são abertas à comunidade. Há também oficinas de artes grátis, oferecidas por voluntários. "Este é um lugar de expressão, de liberdade criativa para todas as idades", diz. Para os mais de 400 artistas e alunos que freqüentam o local, o fechamento é incompreensível, afirma a atriz. "Tem tanto lugar vazio na Lapa para se fazer um Poupatempo. Não somos contra sua construção, mas não entendemos a razão de precisar ser aqui." A assessoria de imprensa da Subprefeitura da Lapa afirma que os artistas serão transferidos para outro espaço. O novo endereço, no entanto, só será definido após conversas com a secretaria municipal de Cultura, que não tiveram início. Ainda segundo a assessoria, não há data para o fim das atividades culturais nem uma definição se todos os grupos serão transferidos para o mesmo local. O Tendal da Lapa funciona em um grande galpão onde ficava um matadouro. Em 1989, o local estava abandonado e um grupo de cerca de 300 artistas, liderado pelo ator e ex-secretário municipal de Cultura, Celso Frateschi, resolveu tomar conta do espaço. "A gente precisava de um lugar para ensaiar. Encontramos o galpão e invadimos", lembra Frateschi. Na gestão de Luiza Erundina (1989-1992, ex-PT, atual PSB), o local foi reconhecido como uma casa de cultura oficial. A assessoria da subprefeitura afirma que o local é a melhor opção para instalar um Poupatempo. Ainda segundo a assessoria, funcionários da subprefeitura fizeram avaliações de alguns endereços da região e chegaram à conclusão de que, tecnicamente, o galpão é o ideal, já que é amplo e bem localizado.
Escrito por Drika Escher às 02h28
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Existir, Ocupar e Resistir
O Espaço Cultural Tendal da Lapa é o único lugar público para o exercício e estudos de atividades artístico-culturais na região, abrigando diversos grupos de teatro, oficinas culturais e fóruns comunitários que o utilizam tanto para pesquisa como para mostras de seus trabalhos. Esse espaço de ação cultural existe há 16 anos na região, fazendo parte do histórico lapeano, integrando a sociedade aos seus direitos de livre expressão, pensamento e criação, oferecendo ao público acesso gratuito a todas as atividades realizadas no lugar. Surgido em junho de 1989, com a ocupação de grupos teatrais da região num projeto chamado “Fábrica dos Sonhos, Linhas da desordem” o Tendal se firmou como Casa de Cultura. Desde então, se incorporaram a ele diversas atividades, tornando-o um núcleo de democratização aos bens culturais, onde a comunidade possui liberdade e meios para, de espectadora, passar a ser sujeito da ação cultural e artística –além de estimular a convivência entre os freqüentadores do espaço. Porém, a atual gestão municipal e estadual parecem não compartilhar conosco a importância desse aparelho de intercâmbio cultural, planejando o fechamento da casa e a instalação de um Poupatempo em seu lugar. A partir das informações do Jornal da Gente - Lapa “Segundo o subprefeito, Paulo Magalhães Bressan, as atividades do Centro Cultural Tendal da Lapa passariam a ser realizadas em outros espaços do município na região, como Teatro Cacilda Becker, por exemplo. ´Trata-se de uma questão de demanda. Aquela do Poupatempo é bem maior do que a cultural, que pode ser perfeitamente acomodada em outras áreas de uso ocioso’ ” Consideramos que não se trata de comparar demandas. Ambas são importantes à comunidade. Porém acabar com anos de trabalho artísticos e culturais realizados no Tendal como se fosse improdutivos e desnecessários não é solução para controle de gastos como afirma Serra “responsabilidade fiscal não é cortar gastos apenas, mas aumentar a eficiência da arrecadação, o que permite fazer mais com a mesma coisa ou, em certas circunstâncias, até com menos” ao contrário, é a criação de outro problema: a de suprimir os direitos da população de criação e reflexão por falta de espaço para a realização dessas atividades e garantidos pela Lei nº11.325 de 1992 sobre a criação de Casas de Cultura. Não somos contra a implantação de um Poupatempo na Lapa, entretanto consideramos que a formação de um cidadão vai além de possuir um registro geral ou um título de eleitor, é preciso uma identidade cultural que o faça mais que número de série, um membro ativo da sociedade. Essa identidade é fomentada através do contato direto do indivíduo com sua tradição, estimulando a exercer um pensamento crítico e ativo diante desta. O Tendal é o único espaço público disponível na região para reflexão desse histórico artístico-cultural e que suporta a multiplicidade de tradições e manifestações da nossa sociedade, portanto espaço útil e necessário. Mesmo porque existem outros aparelhos públicos, que diferente do Tendal, se encontram ociosos e podem ser utilizados para a construção de um Poupatempo.
Escrito por Drika Escher às 02h20
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