
Lua Rosa Burra

O som não é do mundo
é meu ouvido que ouve e vezes não
assim como o que vejo
não é a paisagem
é miragem
meus olhos e ouvidos jogam
em tabuleiros de papel
queimam riscam amassam voam com as regras todas
Escrito por Drika Escher às 12h51
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Alice - Lagoa de Lágrimas
"Puxa! Puxa! Como tudo está tão estranho hoje! E ontem as coisas
estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma
quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente.
Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu?" Ah! esta é a
grande confusão!" E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia
e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma
delas. "Eu tenho certeza que não sou Ada", ela disse,"porque os cabelos dela
são enrolados e os meus não. E eu tenho certeza que não sou Mabel porque eu sei
muitas coisas e ela, oh!, ela sabe tão pouco! Além disso ela é ela e eu sou eu
e...puxa, que confuso isso tudo é! Vou tentar ver se ainda sei tudo que sabia.
Deixe-me ver 4 vezes 5 são 12 e 4 vezes 6 são 13 e 4 vezes 7 são...nossa! Eu
nunca vou chegar a vinte desse jeito! Entretanto a tabuada não quer dizer nada:
vamos tentar Geografia. Londres é a capital de Paris, Paris é a capital de Roma,
e Roma é...não, não, está tudo errado. Eu tenho certeza! Eu devo ter me
transformado em Mabel! Eu vou tentar recitar "A abelhinha atarefada". Ela cruzou
então as mãozinhas sobre o colo como se estivesse na escola e começou a recitar
a poesia, mas sua voz soava rouca e estranha e as palavras não vinham como de
costume:
Olha o pequeno crocodilo, Mexendo sua cauda brilhante,
Espalha as águas do Nilo, Que alegria! Como ele fica feliz, Que
patas bonitinhas, Bem vindos peixinhos, Que dentões enormes!!!
"Tenho certeza que estas não são as palavras corretas", disse a
pobre Alice, e seus olhos ficaram cheios d'água novamente. "Eu devo ser Mabel,
afinal, e eu vou ter que ir e viver naquela casa tão pequena, e quase não ter
brinquedos para brincar, e oh, ter sempre tantas lições para aprender! Não, não
vou me convencer disso: se eu sou Mabel, eu vou ficar aqui embaixo. Não
adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, "venha para cima,
querida". Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer "Quem sou eu? Digam-me
isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não,
vou ficar aqui até ser outra...mas, puxa", e Alice começou a chorar , com uma
súbita explosão de lágrimas. "Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu
estou tão cansada de estar aqui sozinha."
Escrito por Drika Escher às 17h11
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olá
Escrito por Drika Escher às 14h40
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Eu quero uma casa no campo onde eu possa fazer muitos rocks rurais...
Isso. Eu quero sentir o mato o frios os amigos. Quero lavar a alma em aguá clorada de piscina e me embreagar com vinho barato a là kitang. Eu quero soltar fogo pelas ventas e tocar pandeiro disritmado. Quero andar disritmada e de pernas bambas. Quero fazer aviões, estrelas, releituras de famosas pinturas alemãs. Quero olhares e promessas que não acredito. Eu quero rir com ele, quero ir com ela. Eu quero um patins inline para correr pelas vielas. Eu quero ônibus no meio da caatinga. Eu quero mais pinga forjada de caipirinha. Quero todos os sons e batidas. Quero o sapo, o pato a vaca. Quero musse de limão e sem razão nenhuma. sem razão. >
Ouvindo cazuza>>>
Maior Abandonado
Eu tô perdido Sem pai nem mãe Bem na porta da tua casa Eu tô pedindo A tua mão E um pouquinho do braço
Migalhas dormidas do teu pão Raspas e restos Me interessam Pequenas poções de ilusão Mentiras sinceras me interessam Me interessam, me interessam
Eu tô pedindo A tua mão Me leve para qualquer lado Só um pouquinho De proteção Ao maior abandonado
Teu corpo com amor ou não Raspas e restos me interessam Me ame como a um irmão Mentiras sinceras me interessam Me interessam
Migalhas dormidas do teu pão Raspas e restos Me interessam Pequenas poções de ilusão Mentiras sinceras me interessam Me interessam, me interessam
Estou pedindo A tua mão Me leve para qualquer lado Só um pouquinho De proteção Ao maior abandonado
Escrito por Drika Escher às 14h26
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