24/12/2006 a 30/12/2006
 17/12/2006 a 23/12/2006
 10/12/2006 a 16/12/2006
 03/12/2006 a 09/12/2006
 19/11/2006 a 25/11/2006
 12/11/2006 a 18/11/2006
 05/11/2006 a 11/11/2006
 29/10/2006 a 04/11/2006
 22/10/2006 a 28/10/2006
 08/10/2006 a 14/10/2006
 17/09/2006 a 23/09/2006
 03/09/2006 a 09/09/2006
 20/08/2006 a 26/08/2006
 13/08/2006 a 19/08/2006
 06/08/2006 a 12/08/2006
 30/07/2006 a 05/08/2006
 23/07/2006 a 29/07/2006
 16/07/2006 a 22/07/2006
 09/07/2006 a 15/07/2006
 02/07/2006 a 08/07/2006
 25/06/2006 a 01/07/2006
 11/06/2006 a 17/06/2006
 28/05/2006 a 03/06/2006
 21/05/2006 a 27/05/2006
 14/05/2006 a 20/05/2006
 07/05/2006 a 13/05/2006
 30/04/2006 a 06/05/2006
 23/04/2006 a 29/04/2006
 16/04/2006 a 22/04/2006
 09/04/2006 a 15/04/2006
 02/04/2006 a 08/04/2006
 26/03/2006 a 01/04/2006
 19/03/2006 a 25/03/2006
 05/03/2006 a 11/03/2006
 19/02/2006 a 25/02/2006
 12/02/2006 a 18/02/2006
 05/02/2006 a 11/02/2006
 29/01/2006 a 04/02/2006
 22/01/2006 a 28/01/2006
 08/01/2006 a 14/01/2006
 01/01/2006 a 07/01/2006
 18/12/2005 a 24/12/2005
 11/12/2005 a 17/12/2005
 27/11/2005 a 03/12/2005
 20/11/2005 a 26/11/2005
 13/11/2005 a 19/11/2005
 06/11/2005 a 12/11/2005
 30/10/2005 a 05/11/2005
 23/10/2005 a 29/10/2005
 16/10/2005 a 22/10/2005
 26/12/2004 a 01/01/2005
 05/12/2004 a 11/12/2004



 Waldemar Neves
 Ceumar
 Tendal da Lapa
 Seu Vaca
 Mais do Bolinho
 Campos Eliseos
 Histórias
 Revoada de Sombras
 Menininha Complifúcia
 Embaixo da Cama
 Bony
 Urucum
 Filhote
 Solid Words Liquid thoughts



 Vote agora!


 
Visitante número:
 
Lua Rosa Burra




O som não é do mundo

é meu ouvido que ouve e vezes não

assim como o que vejo

não é a paisagem

é miragem

meus olhos e ouvidos jogam

em tabuleiros de papel

queimam riscam amassam voam com as regras todas

 

 



Escrito por Drika Escher às 12h51
[] [envie esta mensagem
]



Alice - Lagoa de Lágrimas

"Puxa! Puxa! Como tudo está tão estranho hoje! E ontem as coisas estavam tão normais! O que será que mudou à noite? Deixe-me ver: eu era a mesma quando acordei de manhã? Tenho a impressão de ter me sentido um pouco diferente. Mas se eu não sou a mesma, a próxima questão é "Quem sou eu?" Ah! esta é a grande confusão!" E Alice começou a pensar em todas as crianças que ela conhecia e que tinham a mesma idade dela, para ver se tinha se transformado em alguma delas.
"Eu tenho certeza que não sou Ada", ela disse,"porque os cabelos dela são enrolados e os meus não. E eu tenho certeza que não sou Mabel porque eu sei muitas coisas e ela, oh!, ela sabe tão pouco! Além disso ela é ela e eu sou eu e...puxa, que confuso isso tudo é! Vou tentar ver se ainda sei tudo que sabia. Deixe-me ver 4 vezes 5 são 12 e 4 vezes 6 são 13 e 4 vezes 7 são...nossa! Eu nunca vou chegar a vinte desse jeito! Entretanto a tabuada não quer dizer nada: vamos tentar Geografia. Londres é a capital de Paris, Paris é a capital de Roma, e Roma é...não, não, está tudo errado. Eu tenho certeza! Eu devo ter me transformado em Mabel! Eu vou tentar recitar "A abelhinha atarefada". Ela cruzou então as mãozinhas sobre o colo como se estivesse na escola e começou a recitar a poesia, mas sua voz soava rouca e estranha e as palavras não vinham como de costume:


Olha o pequeno crocodilo,
Mexendo sua cauda brilhante,
Espalha as águas do Nilo,
Que alegria!
Como ele fica feliz,
Que patas bonitinhas,
Bem vindos peixinhos,
Que dentões enormes!!!

"Tenho certeza que estas não são as palavras corretas", disse a pobre Alice, e seus olhos ficaram cheios d'água novamente. "Eu devo ser Mabel, afinal, e eu vou ter que ir e viver naquela casa tão pequena, e quase não ter brinquedos para brincar, e oh, ter sempre tantas lições para aprender! Não, não vou me convencer disso: se eu sou Mabel, eu vou ficar aqui embaixo.
Não adianta eles colocarem suas cabeças para baixo e dizer, "venha para cima, querida". Eu vou simplesmente olhar para cima e dizer "Quem sou eu? Digam-me isso primeiro e depois, se eu gostar de ser a tal pessoa, eu subirei: se não, vou ficar aqui até ser outra...mas, puxa", e Alice começou a chorar , com uma súbita explosão de lágrimas.
"Eu queria que eles olhassem para baixo! Eu estou tão cansada de estar aqui sozinha."




Escrito por Drika Escher às 17h11
[] [envie esta mensagem
]



olá

Escrito por Drika Escher às 14h40
[] [envie esta mensagem
]



Eu quero uma casa no campo onde eu possa fazer muitos rocks rurais...

Isso. Eu quero sentir o mato o frios os amigos. Quero lavar a alma em aguá clorada de piscina e me embreagar com vinho barato a là kitang. Eu quero soltar fogo pelas ventas e tocar pandeiro disritmado. Quero andar disritmada e de pernas bambas. Quero fazer aviões, estrelas, releituras de famosas pinturas alemãs. Quero olhares e promessas que não acredito. Eu quero rir com ele, quero ir com ela. Eu quero um patins inline para correr pelas vielas. Eu quero ônibus no meio da caatinga. Eu quero mais pinga forjada de caipirinha. Quero todos os sons e batidas. Quero o sapo, o pato a vaca. Quero musse de limão e sem razão nenhuma. sem razão.

Ouvindo cazuza>>>  

Maior Abandonado

Eu tô perdido
Sem pai nem mãe
Bem na porta da tua casa
Eu tô pedindo
A tua mão
E um pouquinho do braço

Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam

Eu tô pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado

Teu corpo com amor ou não
Raspas e restos me interessam
Me ame como a um irmão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam


Migalhas dormidas do teu pão
Raspas e restos
Me interessam
Pequenas poções de ilusão
Mentiras sinceras me interessam
Me interessam, me interessam

Estou pedindo
A tua mão
Me leve para qualquer lado
Só um pouquinho
De proteção
Ao maior abandonado


 



Escrito por Drika Escher às 14h26
[] [envie esta mensagem
]



[ ver mensagens anteriores ]