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A perneta arrisca outra vez com a esquerda... Será gol?

Se eu fosse chutar um tema para domingo - e chuto novamente, vide post de final de novembro - seria: DEMOCRACIA. Se esse não for o tema, entendo (fazer o quê, não é verdade? Nem sempre o que reluz é ouro -totalmente clichê esse parênteses!), mas pelo menos me parece o tema chefe de 2005... As "esquerdas" tomando conta da américa-latina,  as CPIs do mesalão, dos Correios, mesalinhos, a prisão do senhor Maluf (eu vivi para ver isso, pena que acabou...)... A contínua intervenção dos EUA no iraque, e possivelmente no Paraguai. Também a revolta de imigrantes e negros franceses, os atentados no metrô de Londres, o julgamento de Hussein, os EUA afastados do Protocolo de Kyoto assim como a ajuda insuficiente aos desabrigados pelo Katrina, o começo dos entendimentos (ou não) entre israelenses e palestinos, com a faixa de Gaza entregue aos Palestinos. Agora, pensando bem, poderia ser também sobre a violência, que abarca desde o terrorismo islãmico, torturas de policiais estaudnidenses contra estes, policiais despreparados na Inglaterra e no Brasil... Pode ser que não seja nada disso. Pode ser sobre um tema menos cotidiano, quem sabe sobre a paz,  cultura, educação... Mas ainda chutaria na democracia, ou na falta dela. Eu não sei responder que tipo de tema gostaria que caísse, no entanto, não gostaria de ver estampado na folha da prova algo corriqueiro demais, falar sobre tranportes, ciúmes ou trabalho infantil. Não me entendam mal, todos esses temas são importantes (exceto o ciúmes -colocação pessoal), porém nada melhor que ser desafiada a pensar sobre um algo que nunca pensamos, um tema novo. Algo que surpreenda a cada linha que você escreve, querendo semrpe mais um pouquinho e mais... Eu diria que escrever é como pintar um quatro, você escolhe as palavras, os argumentos e coloca todo seu estilo em pró da arte final, seu texto-quadro, e daí você fica admirando, exibindo. ora, porque eu tenho um blog? Porque gosto que as pessoas leiam o que escrevo, se eu quisesse guardá-los o faria. Mas nenhum pintor deseja infurnar sua casa de quadros, quer expô-los em praças, galerias, museus... A comunicação é vontade mestra de todas as outras. Seu pensamento quer se comunicar com o corpo, com o outro, com o inconsciênte, o desconhecido...



Escrito por Drika Escher às 00h59
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Epifania ou Big Brother 503-B (parte 2)

Horas mergulhadas em livros. Estalo! Ligo o rádio e começo a pular, me dou conta de que eu estou dançando. E pior, dançando Kid Abelha. E, mais do que pior - bizarro - ouvindo a letra e a curtindo. Pra valer. Dancei na sala, cozinha, banheiro (só não dancei fazendo xixi porque suspeitei que iria errar o alvo)... Dancei porque meu corpo estava gritando desvairado: "- mexa-se! mexa-se! eu estou vivo!" Algo irracional, um ciúmes do sistema muscular e ósseo para com meus mirrados e exautos neurônios. Ah, dancei, espereneei, rolei da cama, pela mesa, em baixo do tapete. Gritei um pouquinho, sem o mínimo de dó dos meus vizinhos que ouviram a movimentação mais estranha dos últimos tempos por aí, além de espasmos sonoros, tentando imitar a música, ou só exaultando as vogais! AAAAAHAHHHHHH!!!!!!

(abaixo, segue o tema inicial de meu delírio consciênte e improvisacional)

Kid Abelha: Eu Tô Tentando

Um beijo sincero para Tata, minha leitora ciumenta! haha



Escrito por Drika Escher às 19h19
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Big Brother 503-B

Tenho a impressão que a mesa da cozinha e a cadeira que fica do lado esquerdo dela estão se deformando. Dá para ver na mesa dois pontos rebaixados com uns 50cm de distancância entre eles, justamente onde ficam apoiados meus cotovelos mais ou menos umas 10h por dia. A cadeira acho que nem preciso dizer o formato que está ficando, ou melhor minha bunca é que está ficando com o formato dela. Assim como há um rastro que sai desse local até o banheiro e o negócio que sai água potável -eu não lembro o nome daquilo, chamarei de companheiro. Aliás, o meu companheiro é o único que está falando mais comigo. De vez enquando ele solta um som, um bluft. Mas nunca consigo entender direito, um tando afogada a voz dele, mesmo assim me levanto e vou ter com ele, acho que fica a me lembrar de hidratar a cabeça de tanta punhetação acadêmica. Preciso confessar, desde que cheguei em Sampa não sai de casa. Nem ao elevador fui. Isso me faz pirar e acreditar que os objetos falam comigo. O companheiro, o rádio, a geladeira (meu bichano ronronando pra mim), e minha cama clamando sexy: -vem dri, caia nos meus braços agora! Ora, isso me dá mais medo, porém resisto a tentação. Claro que durmo pouco, afinal, vá que durante a noite ela me engula! Verdade, insônia. Meu lazerzinho (bem zinho) é vri aqui escrever um monte de baboseiras que só a Paulinha lê! haha  Aliás, você está perdida, vai ter que fazer cena comigo na unicamp! haha Falando em cena, nem sei qual farei... Dúvida sacana! O ano passado eu tinha decidido na hora que peguei o manual e agora nada. Quero algo simples mas firme, sabe, não quero fazer a mocinha chata e tosca. Não pode ser tão difícil assim. É nessas horas que a gente vê como o mundo é mavhista, os melhores personagens são masculinos, e já me disseram que é bom não arriscar um personagem masculino na prova que eles nem curtem muito. Ah, vou olhar com mais calma.



Escrito por Drika Escher às 18h34
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Ubatuba terra que só cheira amor

Não pulei as sete ondas, mas mergulhei de cabeça nas águas e me dissolvi no mar, como sonrrisal, fazendo um barulhinho de espuma flutuante... Águas bravas e mansas, de Iemanjá, de Nossa Senhora dos Navegantes, do lirismo de Camões e Pessoas, águas de março, águas passadas, H2O + NaCL. Virei mar e ondulei, banhando as pontas de partes terrenas, etéres, aquáticas! Olhos de oceano profundo meditando sobre a evaporação, sol secará, transformará? Viajo por entres ciclos de seres e coisas e coisas e seres... Fiz uma contagem regressiva, regresso aos primordios, no tempo em que o tempo nem suspeitava existir. Uma estrela no céu e outras se formando numa explosão, em várias, coloridas, fogos de Prometeu desenhando no preto para espantar os males. O dia de Branco, do branco, do negro, do verde, do amarelo, do listadinho! Suspiros além mar, além fitas vermelhas e velas de cera multicolor. Desejos. Sonhos. Brindes. Reveillon que nem sei o quê significa ganha mais significados ou talvez mais crenças. Dissolvi foi a alma numa conchinha, em segredo de marulho, de sereia.  Dissolvi o que havia para misturar no mundo e o resto lavei e guardei para os outros dias. Bebi champagne e arrotei versos.   Desejo isso a vocês, que não desejem nada e aproveitem o tudo.



Escrito por Drika Escher às 21h45
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