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Lua Rosa Burra




quem sabe faz a hora, não espera acontecer... ou Move your body!

 

Após levar a décima oitava - e última - pancada por ter feito preto o arroz que era para ficar branco, a pequena falava imaginárias palavras - sujas - que mal concebia o que eram. Sete anos de meninice relembrados num acesso de raiva crua, por muito requentada, em latas-pratos de goiabadas e remendos. Lembrou da avó com um carinho distante, e de como sua mãe não lhe parecia filha desta senhora tão agradável. "Quando os sapatos estiverem de sola para o ar, quem nele pisa pro céu a de expirar" - sua vó dizia. A raiva então se esquentou, fervendo-lhe o sangue ralo de falta de ferro. Correu pela casa, e uma um, com um sorriso de iluminado antigo, e pôs-se a virar ao contrário da vida os calçados que tanto faziam sua mãe trilhar por caminhos errados. Sua vingança era inútil e sincera.

 

Peço um favor, a todos, com a humildade de um frei fransciscano:

Arrisque!

 

Não dá para prever o que irá acontecer, então, pra quê tanto medo?! Tente primeiro, depois você pondera se a tentativa foi batalha ganha, ou apenas uma experiência infeliz... Só que ficar na dúvida do que poderia ter sido é o pior sentimento, uma mistura de frustação e nostalgia... Algo que vem em noites sem lua e tira o sono, e talvez crie uma, duas rugas a mais na sua testa. Pense na época que você não sabia andar, se você não se arrastasse pelo chão e não caísse muitas vezes de bunda no chão voc~e nunca saberia o quanto é bom andar e o que isso infere na sua vida! (Oh, aqueles que não andam, bom me desculpem, tentem imaginar outra situação, como falar! -ah, se você não fala, fique com a outra instrução - ah, poque tanta preocupação, quem lê isso aqui é só a paulinha e mais um gato pingado aqui, outro ali...) Aliás, vou nomear: Tiago e Diane, leiam esse texto porque fiz pensando em vocês! Ele é singelo, mal escrito, porém tem sinceridade nisso tudo. E não importa o que as pessoas pensem, se a tentativa não te levou ao resultado esperando, o sentimento, a busca, o erro, a ilusão também são importantes. Não deixem o tempo arrastar seus sonhos pra longe. Agarrem-os!



Escrito por Drika Escher às 22h27
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As palavras deviam ficar bem pressas dentro da boca! por que elas cismam de sair saltitando por aí... Estou com vergonha. Uma vergonha boa, mas vergonha.

Escrito por Drika Escher às 18h58
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Consegui!

A verdadeira arte de viajar...

"A gente sempre deve sair à rua como quem foge de casa,

Como se estivessem abertos diante de nós todos os caminhos do mundo.

Não importa que os compromissos, as obrigações, estejam ali...

Chegamos de muito longe, de alma aberta e o coração cantando!"

Mário Quintana

Passei na Unesp em 4ºlugar!!!

Fiz 77,76 pontos e acertei 100 na prova de aptidão!

Estou feliz! Muito feliz!

E o telefone toca me trazendo mais felicidades...

Se alguém me pergunta, o que for, respondo:

 há milagres, há magia,

é só questão que mergulhar profundo

aonde o desejo gritar mais alto.



Escrito por Drika Escher às 01h01
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Voltando a escrever.... Férias, que bom!

Se houvesse um êxtase insuperável o que seria das pequenas satisfações, do prazer singelo de todos os dias? Agradeço aos céus por não ter uma vida espetacular como de tesoura e nem insignificante como um lenço de papel descartável, mas medíocre como próprio de minha natureza. A mediocridade do meu ser me deixa sempre atento para uma nova possibilidade, seja de sofrer ou me alegrar. Como que nada fosse sempre igual, pois as mutações diárias de tendência ora positivas, ora negativas, fizessem da minha vida, humilde e medíocre - um conto de certo valor aos olhos de outros tão “no entre” como eu mesma. Assim, levo a vida como fio de costura de forro, desregular, destoante e de pontos espaçados. Cosendo fatos e lembranças de outras estampas, eu cá, com meus botões de querer juntar os retalhos todos. Minha mediocridade de ser apenas mais uma entre tantas, de não ser escolhida por alguma particularidade original, mas por puro acaso me fez alguém que apesar de viver sempre cutucando, enlaço pequenas felicidades, uno casas e fecho os cortes.

Srta Agulha

Escrito por Drika Escher às 12h14
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