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Lua Rosa Burra




Revoei em sombras e vi a figura do Belo surgir

Quando menos você esperar, irei roubar uma bicicleta de aro 24 e cor vermelho carmim para te seqüestrar do jardim florido de suas saias. Farei do meu coração teu cativeiro e não enviarei carta, e-mail, sinais de fumaça, garrafas ao mar, para que ninguém possa pedir resgate nenhum. E se alguma pessoa vier te reivindicar na porta de casa, falando da estrela primeira que sumiu do véu celestial, digo que estou de férias no mundo da lua, protegida por São Jorge, e me refugio contigo nos meus sonhos e, mesmo assim, se me capturarem e te levarem para longe dos meus braços eu não me entrego. Quebro as correntes todas e arquiteto um novo plano para te raptar pelo o infinito. Quero ser sua vilã de todas as manhãs.

(com carinho e saudade)



Escrito por Drika Escher às 18h35
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"te trago mil versos roubados..." camomiladoll

 

 

De quando o amor me entortou - Vitor Freire

 

"Quando as datas fazem carnaval no calendário, e cada segundo ganha fôlego para comemorar sua própria existência escorrendo em nossos corpos, tenho lapsos como esse. Um pequeno cisco, esse pequeno sujeito que repousa sobre o canto dos olhos guardando para si o ínfimo, costurando cada olhar de cumplicidade. É uma história de livros e dores abertas: passei do anonimato da minha própria vida para protagonizar cambalhotas na vida dela. O filme é esse, as cores tentam ser maiores que o próprio enredo, planos longos que teimam em permanecer na tela, como se ousasse inaugurar uma pequena eternidade para aqueles desacontecimentos. Quando fingimos que somos um só, eu acabo acreditando mais em mim. Sentado no pequeno sofá, organizo planos para suspiros e coleciono as raras lambidas dos gatos como presságios de amor. Meus olhos vão passeando por essa esquina que nos entortou, quase um milagre da engenharia, no meio dessas avenidas com tanta sede de humanidade: a cada passo, uma descoberta, vou amando cada pequeno trecho de sua história. Hoje é data para comemorar qualquer coisa, como tem sido nesse último mês de minha nossa sua vida(s). Qualquer coisa que vem batizando minha vida com sorrisos de algum parente próximo de Deus."



Escrito por Drika Escher às 21h22
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Carnaval dentro do peito, onde o sol nasceu de amanhã e ventou pólen

                                       A

                                lua q

                           ue inv

                   ade o chã

               o do meu q

           uarto não é a

        mêsma  que inv

      ade meus pensam

      entos, tampouco é

     a lua de São Jorge o

     u o sorriso do gato de

     Chesire. Não é  deusa,

      nem satélite, nem queijo

        suíço, nem um rosto pálido

          de espanto. Não é cheia nem

            minguante, crescente muito men

              os nova. É feita de palavras nunca escritas

                  e inomináveis, que nunca tive corage

                    m de pronunciar no seu ouvido

                            de infinito. Ela é feita

                                de fé e amor..

 

 

 

 



Escrito por Drika Escher às 21h20
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