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Na lonjura, apelo para a criatividade de contar histórias...

No fim da primavera de um ano incomum,

 um dia cismou em nascer de sol

tímido,

não se sabe se por vermelho vergonha ou paixão

brotou da Luz

botão de vida.

Neste instante, num boeiro

caiu uma ficha:

Princípe Rato resolveu sair do sono profundo e inútil para ir ao

mundo desconhecido

- além de suas fronteiras nutridas de sobras de desconhecidos

deuses falsos

que por acaso mesquinho,

alimentam inconcientemente o reinado

escondido por nossos passos rápidos.

Príncipe Rato se descobriu do véu que lhe separava do dia

atentou para luz que lhe fazia cócegas nos sentidos todos.

Seus olhos capturaram cada parte de horizonte

feito rede de pesca benzido por Iemanjá

Nessa, guardando pra si um punhado de sensações,

foi capturado;

perfume rosa de uma rosa

cor de quero-tocar.

Príncipe Rato viveu e se perdeu nas pétalas do amor:

Subi no pé da roseira, o rosa, tirana

só pra ver se te alcançava iaia

ó rosa

Cada rosa que se abria, ó rosa, tirana

cada pedaço ficava iaia

ó rosa

( Na estação vi ratos brincarem de esconde-esconde feito príncipes. Neles vi poesia entre um trem que demorava pra chegar. Vi a rosa que brinquei de ser minha, cantei a canção que roubei para o peito e criei um mundo de faz-de-conta-de-tudo-belo-belo, tenho tudo que eu quero, junto a Lira dos breves anos tão sabidos.)

Saudade da Pequerrucha



Escrito por Drika Escher às 01h04
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Ás vezes me pego chovendo saudade...

Luz Dos Olhos

Nando Reis

Composição: Nando Reis

Ponho o meus olhos em você, se você estar
Dona dos meus olhos é você, avião no ar
Um dia pra esses olhos sem te ver, é como chão do mar
Liga o radio a pilha a TV, só pra você escutar
A nova música que eu fiz agora
Lá fora a rua vazia chora

Os meus olhos vibram ao te ver, são dois fãs, um par
Pus nos olhos vidros pra poder, melhor te enxergar
Luz dos olhos para anoitecer, é só você se afastar
Pinta os lábios para escrever, a tua boca na minha

Que a nossa musica fiz agora, lá fora a rua irradia e gloria
E eu te chamo, eu te peço vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também

faço as pazes lembrando
Passo as tardes tentando lhe telefonar
Cartazes te procurando
Aeronave segue pousando sem você desembarcar
Pra eu te dar a mão nessa hora
Levar as malas pro fusca lá fora

E eu vou guiando, eu te espero vem
Siga onde vão meus pés, que eu te sigo também
Eu te amo e eu te peço vem
Diga que você me quer, porque eu te quero também



Escrito por Drika Escher às 00h53
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Curitiba não inspira só o lemisnk, inspira uma geração de escritores novos, contemporães mistos de Augusto dos Anjos com Veríssimo...

Estou virando membro oficial do NICA. Para quem não sabe, é uma sala de computadores para a agelra da ECA... Enfim, saio correndo da aula e me instalo nessse monte de aparelhinhos chatos, porém úteis, para fazer certas coisas boas e outras inúteis. Como essa comparação chiclê do útil e inútil. Agora viajei, o nome Inácio, deve ser negação de Nácio, de deve ser uma prima distânte do Lácio que se você não sabe o que é, faz favor de procurar no dicionário, afinal, meu papel é inventar explicações, não as esclarecer. E sei lá porque escrevo tudo isso, acho que me bateu um certo sentimento anti-ego, um iego (talvez um Iago de mim mesma segundo o que Otelo poderia pensar). Fique claro: o que escrevo não é obra de arte, é obra do acaso, e se é legal não é por um talento nato, mas por uma espécie de comparação equivocada de que TiTiTi e Caras são literatura contemporânea. Enfim, não quero dizer que as pessoas tem mal gosto ao lerem estas babaquices, mas uma certa amizade e simpatia, considerando que todos nós somos por essência ridículos e temos esssas pirações em estado de casulo dentro da gente, e que um dia eles se rompem e fazem festa no estômago. Nem escrever direito eu escrvo, vários erros gramaticais que faço com licença poética e licença de não saber, ignorância memso ué. Que mal há em adimitir!? O que estou querendo dizer com tudo isso??? Não sei também, necessidade de cagar regras e fazer revolta sem causa. Falei.

(stress causado por não conhecimento de paz sem camomila)



Escrito por Drika Escher às 11h43
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