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Lua Rosa Burra Eu gosto de microcontos... Jogou rosas ao mar pedindo benção e proteção, para que a virgem guiasse seus caminhos aquosos com segurança. Fez fé, acendeu vela, puxou reza na pajelança... Seu destino era marejar por ondas de cabelos de sereias escondidas, viajando por entre mares de sorte e de azar, que oras lhe enchiam a rede de pesca, outras de ar. Certo dia, levando corrido, não fez fé, nem foi ao altar. Não tomou café, não pediu proteção, não levou rosas nem oração. Virou estória de se contar. Escrito por Drika Escher às 11h17 [] [envie esta mensagem] O pequeno Imperador " Eu estava tão admirado, tão assustado, que não tinha tido uma reação. Quando finalmente me dei conta do que acontecia, ele, com a cabeça tombada no colo da pequena, exalava um suspiro. Seu olhar doce azul voltou-se para o meu, como a pedir que cuidasse dela: - É minha flor...aquela que você não soube desenhar - falou com um sorriso triste e ao mesmo tempo feliz. Ela chorava. A cidade lá embaixo acendia as primeiras luzes. Havia festas em muitos lugares. O vento levava ao léo as flores que eu lhe desenhara. Tomei-o nos braços com infinita doçura, carreguei-o e ela me seguiu. Depusemo-lo numa alameda de flores, muitas flores,e, somente então tomei-a nos braços. Ela estava exausta de tanto chorar, e lhe perguntei: - Como te chamas? - Meu nome é flor de Lothus, a flor do Egito que significa Amor. Fugi tanto dele, para não o encontrar, para não o perder. Daria minha vida pela dele. Eu sou a flor que você não conseguiu desenhar. O que será da ama-de-leite e do carneiro e das flores e botões que ele amou? Os homens não tem tempo para ver as coisas, a não ser com os olhos da maldade, da malícia. A culpa é minha se ele se foi. - Chega de chorar - falei-lhe. - Ele estava a tua procura. Ele ficou feliz porque te encontrou. Ele te reconheceu imedatamente. Vocês se encontraram. Isto é muito mais do que muita gente sonhou. Isto é muito mais do que muita gente desejou." Antoine de Saint-Exupèry Ontem cheguei em casa e queria ler, qualquer coisinha, achei uns livros que estavam empoeirados... Acabei achando esse presentinho. É, a vida é gentil com quem procura gentileza. Li meu Pequeno Imperador e ele deu-me uma estrela, um botão, uma flor e uma ama. Gosto dos detalhes que descubro em cada frase, nas linhas dos desenhos. Só não sei mesmo é como fazer da vida das pessoas que amo um céu repleto de estrelas, flores, botões e ama-de-leite... Queria saber. Queria ter as armas de Jorge e combater aquilo que desconhço e temo. Mas, eu sou apenas uma garota, e faço o que eu posso: desenhos, poesias sem sentido, microcontos, sorrisos, cocégas... Bichinho de goiaba, no meu peito, uma flor, um botão, uma estrela, um oceano, te pertencem. Te amo Escrito por Drika Escher às 11h13 [] [envie esta mensagem] Bang Bang em terra de cegos Renda-se!
Clarice Lispector Renda-se como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece, como eu mergulhei. Pergunte, sem querer, a resposta, como estou perguntando. Não se preocupe em "entender". Viver ultrapassa todo o entendimento. Escrito por Drika Escher às 23h33 [] [envie esta mensagem] desabafo nº1.004.563.007 Sonhos. Crianças sempre se desmancham em sonhos, como de fosse feitas da mesma matéria, algo entre algoodão doce e cheiro de pipa no ar. Eu gosto de ver como elas se enlaçam em mundo inventados como se a verdade nunca fosse única, mas um zilhão de possibilidades! Brinquei hoje pra caramba! Aliás, sempre brinco. Brincar é algo que ultrapassa meu entendimento de adulta e me pega pelo ponto fraco, basicamente um calcanhar de Aquiles. A Paula falou algo que concordo: não sou criança, sou brincalhona. Oras, se eu fosse criança eu não veria limites em volta dos sonhos e perceberia cada interior de pessoa como se lá houvesse um quarto feito só pra mim, onde eu pudesse fazer zona, espalhar tranqueira, pintar as paredes com desenhos de giz! Eu brinco, numa fuga rápida para um mundo lúdico que não consigo me desprender, nem quero. Brincar é meu refúgio contra a solidão, o medo, a saudade, a insegurança... Brincar é meu modo de aceitar o desconhecido e compreender o passado, meu verbo de ação. Escrito por Drika Escher às 23h17 [] [envie esta mensagem] |
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