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microcontinhoplantae

Pé de siriguela snetiu o vento passar com força, mas decidiu não ir correr o mundo via ventania. Decidiu ficar por alí mesmo, pois o mundo não devia ser muito mais do que um pé de roseira e um muro de ferro semi-corroido pelo tempo. Decidiu ficar porque sabia que nada era o mesmo, nem a roseira, nem o muro. Cada dia eram novos acontecimentos. Dias, o sol aparecia pouco, outros Sra Mendes vinha delicamente com seu regador lilás e fazia a água fresca penetrar pela terra e as raízes de seriguela se desmanchavam de prazer... Quando chovia, não havia pássaros a bicar-lhe os frutos, e quando o dia era de vendaval, suas folhas faziam música e siriguela pensava em conhecer o mundo e por medo da saudade, ficava. Numa certa ocasião, dia em que não qual era, mas suspeito que era domingo, siriguela percebeu falta de cerca e alcançou até o outro lado da rua. Tinha um belo Limoeiro de galhos torcidos e carregado devido a estação. Olhos de siriguela não se aguentaram de tanta beleza, e ficou admirando o outro pé... Ficou assim, assim, enamorada e dava seriguelas bem amarelinhas para reluzir o sol no limão do pé do lado de lá. Nisso se passaram vários dias, cada qual com sua vontade e, antes que pudessem perceber, o murro foi reestabelicido no emeio do amor dos pés. Ambos tentaram esticar seus galhos, porém nenhum deles atongiria tão grande porte. Amarguram uns outros dias, na época de siriguela não houve fruto e limoeiro azedou-se. Roseira, solidária, abriu-se em rosas amigas, mas nada adinatou. Sra Mendes regava, adubava, e seriguela nem notou... Só ficou feliz, quando uma minhoca disse que de baixo da terra havia modo de se ligarem as raízes. Seriguela ganhou vida outra vez, e aos poucos, furou o muro, quebrou a calçada e investiu contra a rua. Limoeiro vez o mesmo. Nunca encontraram suas raízes, mas morreram tentando...



Escrito por Drika Escher às 22h26
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eu sou Srta Escher, só

A noite Dinorah dorme junto aos meus cabelos tentando pescar o peixe-sonho da maré que se faz meus olhos.

Consegue não.

A maré não está pra peixe.

Em mudança de lua, fica agitada

cheia

transborda em aguá e sal

Porém, sempre chega a calmaria

e os peixes, ostras e polvos ficam felizes

o mar serena

e a dor passa...

 

Como eu queria ser Fortaleza, como e tanto!!!



Escrito por Drika Escher às 12h18
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