|
|
|

Lua Rosa Burra
Sonetos que não são III
Tenho te amado tanto e de tal jeito Como se a
terra fosse um céu de brasa. Abrasa assim de amor todo meu peito Como se
a vida fosse vôo e asa Iniciação e fim. Amo-te ausente Porque é de
ausência o amor que se pressente. E se é que este arder há de ser
sempre Hei de morrer de amor nascendo em mim. Que mistério tão grande te
aproxima Deste poeta irreal e sem magia? De onde vem este sopro que me
anima A olhar as coisas com o olhar que as cria? Atormenta-me a vida de
poesia De amor e medo e de infinita espera. E se é que te amo mais do
que devia Não sei o que se deva amar na terra.
Hilda
Hilst Roteiro do Silêncio
Escrito por Drika Escher às 13h08
[]
[envie esta mensagem]
[ ver mensagens anteriores ]
|