
Lua Rosa Burra
Dia azul. Roupa azul. Peito nu e livre. O vento segue seu curso e brincando de mudar de estados: líquido, vapor, gelo... Nesta mistura me encontro em essência: água. No céu um pássaro canta uma música azulada, dando água na boca de um gato que o espia quieto, no canto do telhado. Não chove, mas olhos marejam... Será o profundo do azul infiltrando a terra seca dos povos!? Será a luz que o preto não reflete?! Será o azul dos olhos que desconheço ainda!? Não sei, fresco. Gotículas de ar beijam o rosto, desviando da poeira. Acho que hoje o céu quer desaguar, mas está com pregüiça...
Escrito por Drika Escher às 12h18
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