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Lua Rosa Burra mini ode a comida fria Ó comida fria que me sacia nesses dias de preguiça aguda onde o fogão obsoleto nem pisca mais e o microondas ainda tenta uma leve sedução em vão... Não! Comida é como vingança: fria é que se percebe a bonança! Nada como retirar o papel filme, o a tampinha do tapeware ou do vidro e sentir o geladinho tocar primeiramente as mãos arrisco e depois os lábios... Um beijo pingüim de geladeira ò comida fria, o que faria sem ti? Desça pelo meu tubo digestivo como uma pedra de gelo de arte-comtemporrânea refresque a camada interna de minha epiderme preenchendo friamente a mente e o corpo dessa sua serva! Só tu conhece-me o suficiente por dentro! Só tu conhece as inversões térmicas! Só tu, tens como Majestade o imperial Sorvete!!! Ambrosia digna de todos os Deuses!! Salve, ó comida fria!
Escrito por Drika Escher às 13h39 [] [envie esta mensagem] Dinorah dorme esticada no lençóis embaraçados da minha cama. O sol toca-lhe a ponta da orelha esquerda em convite. O sol toca-lhe e ela dorme. Enquanto isso, eu sonho com manhãs em que ela o prenderá entre suas garras e brincará de iluminar os cantos da casa nossa... Raios de luzes solares espalhados pelo chão, enroscando nos pés das gentes que por cá passarem, escondidos embaixo dos tapetes. De presente, o sol e as manhãs pulando sobre os móveis mais altos do pensamento. Ronroando fundo de mar e acariciando a Terra para sermos donos um dos outros...
Não estava escrevendo. A beleza as vezes é maior que qualquer tenatativa de poesia. Escrito por Drika Escher às 12h05 [] [envie esta mensagem] |
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