
Lua Rosa Burra
Repouso das asas no ar. Lá de cima São Paulo parace o côncavo cristalino de uma ametista cortada em duas. Cintila oscilante, ofuscando a vista enquanto plano num colchão de nuvem... Um ponto, uma linha, uma quadra, um mini-prédio, uma antena, uma janela, vários carros e re-pouso.
Rio, cidade desconhecida ainda mesmo tendo eu ali estado. Estado? Outro, com certeza. Se fosse Rosa, diria que a vidaé um rio, e o rio uma forma de metafísica que só os jacarés conhecem. Não pegeui jacaré, talvez por isso minha ignorância. Devido a instância, subi até o pé do Cristo. Ele abre os braços para quem?? Voar, abraçar, se suicidar de cabeça na Guanabara? Talvez alongando pra nadar até o Norte e beijar a Liberdadee formar uma ilha- que talvez Saramago desconheça fingidamente...
Lua de mel com Cortázar, pensamentos em cafés argentinos de móveis antigos, vontade de sai sem rumo e dar por mim de frente a Maga ou Oliveira, mesmo que diante a um espelho, desejo de pular do capítulo 7 ao 68 e sussurar obscenidades na orelha de alguns livros e parir minha autoria própria de palavras volúveis.
Escrito por Drika Escher às 17h11
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