
Lua Rosa Burra
primeira infância
A janela abocanhava nuvens
e meus pés não firmavam ainda solo
Uma rede verde, um armário com espelho
ouvi um vaga-lume-anjo-ser
mas não o vi
era dia nas minha lembranças
Escrito por Drika Escher às 09h51
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sapólio
Coaxando o sapo deixou de achar graça na vida. Uma mosca dando voltas deliciosamente brownianas sob seus olhos e sua língua estática, enrolada, uma espécie de serpentina antes do carnaval. Lagoas de cinzas: “Ô jardineira por que está tão triste? Achastes um sapo que não se acha sobre as margaridas que criastes?” Em vão. Um vão. Dois vão e ele fica. O carnaval já tinha passado...Fora feliz? Foi. Não foi. Foi. Não foi... Uma sinfonia de co-achados úmidos saltavam pedras escorregadias e se afogavam num lago reflexivo.
Escrito por Drika Escher às 20h22
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